Cubica
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2D3D

Movimento de Terras.

Volumes de escavação, contenções periféricas e áreas de paredes de contenção — extraídos diretamente do modelo do terreno e da fundação.

Ver o âmbito exato da medição ↓

A primeira fase do projeto, quantificada a partir do modelo.

Antes de qualquer fundação existir, o volume de terra a mover e a área de contenção a executar já ditam custos e prazos. A Cubica extrai esses valores diretamente da topografia e da implantação do edifício em ambiente BIM, com rastreabilidade completa ao elemento de origem.

Do seu lado

O que precisamos

  • Modelo Revit (.rvt) ou IFC com terreno modelado (Topography ou Toposolid)
  • Implantação do edifício definida e cota de soleira do piso térreo
  • Sistema de contenção escolhido — paredes moldadas, microestacas, taludes, muros de gabião
  • Briefing curto: cotas de projeto, folga de terraplenagem, exigências específicas de decapagem
Do nosso lado

O que entregamos

  • Volume de escavação geral (m³) por zona e por cota
  • Volume de escavação localizada para sapatas, vigas de fundação e caixas de elevador (m³)
  • Volume de contenção periférica (m³) e área das paredes de contenção (m²)
  • Espessura média e altura de contenção por zona, para calibração de custo
  • Volume de aterros e volume de terra a transportar a vazadouro (m³)
  • Decapagem de terra vegetal (m³) — área do envelope de escavação pela espessura que definir
  • Balanço de terras fechado e verificado — escavação = aterro + transporte a vazadouro, conferido a cada corrida. Se não fechar, dizemos-lhe antes de entregar
  • Rastreabilidade completa ao elemento BIM de origem — cada valor volta ao objeto no modelo
  • Desenho 2D/3D (DXF/DWG) das zonas de escavação e contenção — por camada e cor de categoria, com o ID de cada elemento e a cota/zona, em correspondência direta com o Excel e o modelo

Prisma a prisma, não à régua sobre um corte.

O volume de escavação não é uma média de duas cotas. O nosso motor divide a implantação numa grelha e calcula, célula a célula, a altura entre o terreno existente e o fundo da escavação — que é a laje de fundação onde ela existe, e a base de cada sapata onde ela desce mais. É por isso que uma cave escalonada, um poço de elevador ou um terreno em pendente saem com o volume certo em vez de um valor médio.

  • 1 · Terreno existente — a topografia modelada passa a um campo de cotas. Se houver mais do que uma superfície, dizemos-lhe qual está a mandar.
  • 2 · Plataforma — detetada a partir do elemento enterrado mais baixo com área de laje, descontado o betão de limpeza. A cota usada vai escrita no relatório: é discutível, e por isso é visível.
  • 3 · Folga de trabalho — o envelope de escavação é dilatado pela folga que combinar (por defeito 0,60 m). É essa folga que depois volta como aterro.
  • 4 · Balanço — escavação total, menos o volume de estrutura enterrada, dá o aterro; o resto vai a vazadouro. A soma tem de fechar. Quando não fecha, o relatório abre a vermelho e o trabalho não sai.

Todos os parâmetros que mudam o número — folga, decapagem, empolamento, resolução da grelha — ficam escritos na folha de rosto do Excel. Não há nada assumido em silêncio, e uma revisão de projeto reprocessa-se com os mesmos parâmetros em minutos.

Volumes entre superfícies, com o saldo cortar/aterrar a fechar.

Excerto do ficheiro Mov_Terras.xlsx — exemplo simplificado. O real inclui tabs adicionais por zona e por cota.

Mov_Terras.xlsx

Projeto de referência: edifício residencial · 44 frações · 7 pisos + cave · lote 2 145 m².

Item Unidade Quantidade
Escavação
Escavação geral (bulk)3 760
Escavação localizada (fundações)620
Escavação caixa de elevador48
Subtotal escavação4 428
Contenção periférica
Volume de contenção132
Área de paredes640
Movimento de material
Terra a transportar a vazadouro3 520
Aterros908

A verificação que corre em cada medição

O que se escava tem de ir para algum lado. Sobre os valores acima: 3 760 + 620 + 48 = 4 428 m³ escavados, que fecham contra 908 m³ de aterro + 3 520 m³ a vazadouro. Se esta soma não fechar, o relatório abre a vermelho e a medição não sai.

A par do Excel vai o desenho (DXF): a escavação em prismas do fundo até ao terreno, as contenções, o limite do lote e a implantação — uma camada por rubrica, com a cor da linha do Excel, e o ID de cada elemento numa camada que se desliga.

Todos os valores são auditáveis ao elemento de origem — filtre por zona, por cota, por bloco. A cada revisão de projeto, reprocessa-se sem remedir à mão.

Porque não à mão, e porque não uma ferramenta genérica

Melhor do que medir à mão

  • O volume é calculado sobre o terreno real, ponto a ponto.Um cálculo por cotas médias acerta em terreno plano. Em terreno acidentado engana-se até 40%, e nem sempre para o mesmo lado.
  • Onde uma laje, uma sapata e um poço se sobrepõem, o volume conta uma vez.O resultado é o mesmo independentemente da ordem por que os elementos aparecem no modelo — e cada sobreposição resolvida fica registada.
  • Escavação, aterro e transporte a vazadouro têm de fechar entre si.Uma medição que não feche não é entregue. Quando há reserva, ela vai no próprio nome do ficheiro, para viajar com o anexo.
  • Uma rubrica que não foi medida sai como «não medido», nunca como zero.Um zero fecha o orçamento com uma lacuna lá dentro. Um «não medido» obriga a decidir.

O que as ferramentas genéricas não fazem

  • O volume de terra a retirar não é um dado do modelo — tem de ser calculado.Está entre duas superfícies, o terreno existente e o fundo da escavação. Nenhuma tabela o soma, porque não é um campo.
  • O erro do método é conhecido e tem limite.Não é uma precisão anunciada: é medida, contra geometria cuja resposta certa se conhece à partida.
  • O desenho e o mapa de quantidades saem do mesmo cálculo.Ligados pelo mesmo identificador, com uma camada por rubrica e a cor da linha do Excel. Não são dois trabalhos que depois se tenta reconciliar.
  • O entregável sai em português, inglês e espanhol.Sem nenhuma designação por traduzir, verificado a cada corrida.
O método está validado contra geometria de controlo, onde a resposta certa se conhece à partida — é assim que se demonstra que um cálculo deste tipo converge. Em terreno plano, um cálculo por cotas médias chega ao mesmo valor. É no terreno acidentado que a medição decide o orçamento.

Todos os números desta secção saem de medições reais e podem ser justificados a pedido. O que ainda não medimos, não afirmamos.

Âmbito

A Cubica mede a totalidade dos elementos modelados e devolve o 3D/DXF de tudo o que foi medido, para confrontar cada quantidade com a sua origem geométrica. O âmbito da medição é, por definição, o conteúdo do modelo entregue: elementos não modelados, ou modelados de forma incorreta a montante, não podem ser medidos por nenhum método de extração — e é por isso que assinalamos por escrito as omissões e inconsistências que detetamos durante o trabalho.

O serviço é prestado a partir do modelo e da documentação fornecidos, sem deslocação ao local: medimos o que essa informação representa. Ficam por isso fora do âmbito as condições existentes que ela não represente — alterações introduzidas em obra, degradação, elementos ocultos e preexistências. Identificada uma divergência entre o modelo e o construído, reprocessamos a medição sobre a informação corrigida.

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